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Na terceira vez, eu entendi.

Foto do escritor: Maria Fernanda Kallut Binnios
Maria Fernanda Kallut Binnios
21 de set.
2 min de leitura

O que Questão de Tempo me ensinou sobre a beleza dos dias comuns.


Existem filmes que terminam quando os créditos começam. Outros continuam acontecendo dentro da gente.


Questão de Tempo é um desses filmes para mim.


Eu já havia assistido duas vezes. Mas foi somente na terceira que percebi algo que, de alguma forma, sempre esteve ali. O filme era o mesmo, a história era a mesma, mas alguma coisa chamou a minha atenção de um jeito diferente.


O filme não fala apenas sobre Tim e seu poder de viajar no tempo. Para mim, ele é uma obra-prima justamente porque mostra que um dos bens mais preciosos que podemos experimentar nesta vida é o próprio tempo.


Não apenas o tempo que passa enquanto envelhecemos, mas o tempo que temos para apreciar, observar e viver o cotidiano. O tempo com a família, com os amigos, nas conversas e nos encontros que podem parecer simples, mas que guardam grande parte da beleza da vida.


Depois que o filme terminou, continuei pensando nisso.


Quantos momentos importantes acontecem sem que a gente perceba que eles são importantes? Uma conversa qualquer, uma risada entre amigos, um instante em família. Situações que parecem pequenas enquanto estão acontecendo, mas que um dia podem se tornar algumas das nossas lembranças mais preciosas.


"Porque todos os detalhes da vida são prazerosos."

Talvez todos os detalhes da vida possam ser prazerosos. Talvez cada detalhe tenha alguma coisa de encantador, desde que estejamos realmente presentes para enxergá-lo.


Acho que é por isso que esse filme é tão extraordinário para mim. Ele conta uma história simples e, ao mesmo tempo, revela a verdadeira beleza da vida: a simplicidade do cotidiano.


Na terceira vez em que assisti, entendi que viver bem não significa esperar por dias grandiosos. Significa viver os dias simples com mais intensidade, aproveitando cada detalhe, cada conversa, cada desafio e cada oportunidade.


"A vida é uma caixa de surpresas, não importa quem você seja."

E talvez a maior delas seja perceber que aquilo que procuramos nos grandes acontecimentos já estava presente nos pequenos momentos o tempo inteiro.


Escrito por,

Fernanda Kallut.

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