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O que coube em uma semana em Salvador

Foto do escritor: Maria Fernanda Kallut Binnios
Maria Fernanda Kallut Binnios
18 de ago.
3 min de leitura

Entre mil kits, um pôr do sol, um jantar e um perrengue daqueles, Salvador me lembrou que a vida acontece mesmo é nas coisas simples.


Cheguei a Salvador na segunda-feira, dia 10 de agosto, para produzir mais uma etapa de um circuito de corrida. Era o meu terceiro ano trabalhando na cidade e, ainda assim, Salvador continua me conquistando como se fosse a primeira vez.


Acho que aquele ditado é verdade mesmo: filho de peixe, peixinho é. Meu pai também é apaixonado por Salvador. Na verdade, pela Bahia inteira! E, a cada vez que volto, entendo um pouco melhor essa paixão.


A semana começou com uma missão nada pequena: montar mil kits e fazer a distribuição para os atletas. Apesar do volume de trabalho, tudo foi muito leve, divertido e animado.



Durante a entrega, trabalhei com meninas incríveis e com o time da cronometragem, parceiros para a vida. Também conheci os rapazes que trabalhavam como carregadores na companhia. Eles foram extremamente parceiros e ajudaram muito a gente.


E, claro, não perderam a oportunidade de me perturbar um pouquinho kkkkk. Ficaram me zoando por causa do meu sotaque carioca, disseram que a minha voz parecia com a da Ana Carolina e passaram a insistir para que eu cantasse uma música dela. Divertidos demais!


Foram essas pessoas que fizeram até uma rotina de mil kits parecer mais leve. Entre uma entrega e outra, tinha trabalho, parceria e muita risada. E preciso dizer: o povo baiano é diferenciado mesmo, viu?


Na quinta-feira, chegou a Raquel, minha parceira nessa etapa. Depois do trabalho, conseguimos aproveitar um pouco do fim do dia e fomos assistir ao pôr do sol no Farol da Barra.


O mar, o céu ficando dourado, um monte de gente reunida e música ao vivo. Uma cena simples, mas daquelas que fazem a gente parar por alguns minutos e pensar: como é bom estar aqui.



Depois, saímos para jantar na Casa de Tereza. O lugar é lindo, aconchegante e a comida… meu Deus! MARAVILHOSA! É, de verdade, um dos meus restaurantes favoritos da vida. O preço vale tanto pela quantidade quanto pela qualidade da comida. Saí de lá feliz e muito bem alimentada, que é uma combinação difícil de superar.




Na sexta-feira, começamos a montagem do evento. O trabalho continuaria no sábado, quando deixaríamos toda a estrutura pronta para o grande dia. Tudo estava tomando forma… até descobrirmos que as lonas com a identidade visual do evento não tinham chegado como deveriam.


O material havia sido enviado em três volumes, mas a transportadora entregou apenas um. Um dos volumes ficou perdido e o outro foi parar em Recife. Sim, Recife! Kkkkk.


Imagina a situação: estrutura montada, tendas no lugar e faltando justamente aquilo que dá a cara para o evento. Loucura demais!


Foi aí que começamos a correr com os nossos parceiros para produzir novamente todo o material que estava faltando. Conseguimos resolver a situação com o Marcos, nosso parceiro de plotagem em Salvador, que simplesmente produziu tudo durante a madrugada de sexta para sábado.


No sábado, o novo material estava pronto e conseguimos prender as lonas na estrutura. Aos poucos, o evento finalmente ganhou a cara que deveria ter.


É nessas horas que a gente percebe o valor de ter bons parceiros por perto. O problema apareceu, todo mundo correu junto e encontramos uma solução. No fim, conseguimos finalizar a montagem e deixar tudo pronto para domingo.


Evento sem um pequeno perrengue não é evento, né? Kkkkk.



No domingo, chegou o dia da corrida. Começamos cedo, ainda no escuro, e aos poucos o céu foi clareando enquanto o evento ganhava vida. Depois de uma semana inteira de preparação, ver tudo acontecendo tinha um sabor diferente.


Cada kit montado, cada detalhe resolvido, cada lona presa e até cada imprevisto superado tinham valido a pena. No fim, estava tudo lá: a estrutura, as tendas, a identidade visual e a corrida acontecendo.


O evento estava perfeitamente perfeito. Kkkkk.



Quando penso nessa semana, percebo que o mais especial não foi apenas produzir uma corrida. Foram as pessoas que conheci, as risadas durante o trabalho, as brincadeiras com o meu sotaque, o pôr do sol acompanhado de música, o jantar maravilhoso e até as lonas desaparecidas que viraram mais uma história para contar.


São essas pequenas coisas do dia a dia que me fazem perceber o quanto é incrível viver o simples e o ordinário. Um pôr do sol, um jantar, um trabalho feito com gente boa, uma madrugada tentando resolver um problema, um perrengue meio doido… tudo isso anima e diverte a vida de um jeito leve.


Talvez seja por isso que eu goste tanto de Salvador. A cidade sempre me devolve essa sensação de que a vida não precisa de grandes acontecimentos para ser bonita. Às vezes, ela só precisa ser vivida com atenção, bom humor e gratidão.


Gratidão pela Bahia. Gratidão por Salvador.

E podem ter certeza: eu volto! Kkkkk.


Por Fernanda Kallut.

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